
Este Incrementando foi criado como um meio para vivermos nosso propósito:
HUMANIZAR OS NÚMEROS PARA PROSPERAR EM UMA NOVA ECONOMIA.
Apesar da INCREMENTAL ter acabado de completar 15 anos, nesse mês de maio, eu chego a 25 anos de experiência desenvolvendo Gestão e Cultura de resultados em empresas. Pois bem, lá em 1994, quando eu iniciava minha trajetória em consultoria, existia no nosso país uma tal de URV (Unidade Real de Valor). Os mais jovens só vão saber que esta foi a moeda de transição para o Real, se tiverem estudado o tema. Foi o primeiro passo para tirar o Brasil de uma insustentável hiperinflação, que chegou a acumular 2.477% em um único ano, o de 1993. Para se ter uma ideia do absurdo disto, a inflação acumulada dos últimos 25 anos não chega a 500%. No ano de 2018, foi de 3,75%.
O que isto tem a ver com os resultados das empresas? Explico. Meu pai, que possuía um pequeno varejo, me dizia que o grande segredo para gerar resultados, naquele cenário, era saber administrar compras, estoques e as aplicações financeiras. Pois, imagina o quanto valorizava uma mercadoria, em 30 dias por exemplo. Diante disto, ter altos estoques era fundamental para obter resultados. Porém, também existiam aplicações financeiras como o “Over Night”, que geravam excelentes rendimentos de um dia para o outro. Portanto, empresários, gestores e consultores financeiros precisavam ser muito habilidosos em matemática financeira, para avaliar se era mais vantajoso direcionar os recursos para estoques ou aplicações. A gestão financeira era mais importante que a gestão operacional.
Foi um período da história brasileira onde os resultados eram fundamentalmente uma consequência de uma boa gestão de ativos, principalmente estoques e saldo de caixa.
Então veio a estabilização. A inflação despencou de 47,4% ao mês para 6,8% (e em seguida para abaixo de 2% ao mês). Os preços começaram a parar de subir por dias, meses, e depois até anos.
Fim daquela era, onde resultados financeiros tinham tanta ou mais relevância do que os ganhos a partir da operação. Os resultados passaram a ser uma decorrência de uma boa gestão empresarial.
A consequência: dificuldade para muitos negócios cujo lucro operacional era negativo ou muito baixo, mas compensavam as perdas com ganhos financeiros. Os empresários tiveram (e muitos ainda tem até hoje) muita dificuldade para entender que materiais e mercadorias em estoques, ou seja, a NCG é um investimento que pode prejudicar demais o caixa.
O Brasil passou a viver uma nova fase, resultados passaram a ser uma consequência da eficácia na gestão da equação faturamento e despesas. Foi preciso começar a cuidar da eficiência. Sim, isto não era uma preocupação das empresas do nosso país. Pois, aquela maluquice financeira encobria toda ineficiência gerencial. O então presidente na época disse uma célebre frase: “...quem tem competência que se estabeleça...”. Ele tentou dizer que os resultados viriam de uma boa operação.
E, nós nem aprendemos direito a obter resultados com a eficiência interna, já surgiu a fidelização do cliente e o comprometimento dos colaboradores, como elementos fundamentais na obtenção de lucro e caixa. E, mais recentemente a experiencia e o engajamento. E, assim foram os últimos 25 anos dos resultados.
Marcelo Simões Souza
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