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Afinal, para que servem os números financeiros?

Este Incrementando foi criado como um meio para vivermos nosso propósito:

HUMANIZAR OS NÚMEROS PARA PROSPERAR EM UMA NOVA ECONOMIA.


Nesse mês de aniversário da INCREMENTAL decidi escrever sobre um parceiro que nos acompanha, que tratamos com muito respeito e que é um personagem importantíssimo no nosso propósito de torná-lo humano e contributivo para um mundo melhor: os números financeiros. Em função disso, nesses 17 anos eu tenho insistentemente escrito e dito que números não explicam, só indicam; que não devem ser tratados com uma reverência, mas como uma referência. Roberto Tranjan acaba de lançar o livro Capital Relacional, onde nos mostra que no fim das contas o que importa são as relações humanas, e que, portanto, o essencial para os resultados é o entendimento das emoções e dos sentimentos que proporcionamos aos nossos clientes e colaboradores. E como emoções e sentimentos não podem ser traduzidos em números financeiros, então, qual a finalidade deles?

 

Vamos começar lembrando algo que também venho persistindo: lucro e caixa são os recursos necessários para financiar os propósitos das empresas. Portanto, um dos elementos básicos dos números financeiros é mostrar a quantidade desses recursos, e se estão sendo gerados em um volume condizente com as necessidades exigidas pelas intenções do negócio.

 

Em empresas que são guiadas por propósitos altruístas, o dinheiro não costuma estar no centro das atenções, no entanto, não só desejam prosperar, como precisam incrementar lucro e caixa, porque há um desejo de proporcionar ao máximo possível de pessoas um ambiente de trabalho com significado, assim como fazer do mundo um lugar melhor para se viver. E, para isso, os números financeiros têm como finalidade ser um instrumento de aprendizado, para ajudar a entender como as realizações impactam nos resultados;

Uma ferramenta para compreender como as dimensões filosóficas, causais e potenciais se harmonizam e produzem riquezas econômicas.

Mas, como funciona o processo de aprendizado com os números? É só recordar que antes das ações ocorrem os processos decisórios, os quais tem como principal matéria-prima o conjunto de conhecimentos dos responsáveis pelas decisões. Esses conhecimentos, por sua vez, podem aumentar a partir das correlações que se consegue fazer entre execuções e informações – que nesse contexto, são os números financeiros.

 

Foster Provost e Tom Fawcett no livro Data Science para Negócios descrevem bem o objetivo do número nesse contexto da aprendizagem: “...informação é uma quantidade que reduz a incerteza sobre alguma coisa...”. E com a metáfora a seguir, deixam bem claro suas limitações: “...se um velho pirata oferece mais informações sobre onde seu tesouro está escondido isso não significa que saberei ao certo onde ele está, significa apenas que minha incerteza sobre o tesouro escondido é reduzida...quanto melhor a informação, maior a redução da incerteza...”. E, como já escrevi que o número não explica, só indica, então nunca elimina totalmente a incerteza.

 

Porém, em função disso tudo, há uma distorção que se não for compreendida, pode supervalorizar o papel do número. Não há como decifrar os desejos e as necessidades do ser humano somente através dos números, eles não podem ser o único meio para definir quais produtos e serviços farão diferença na vida dos seus clientes. Os números financeiros não descrevem a realidade, eles só demonstram. Diante disto, devemos colocá-los no lugar deles, como medidores, instrumento de aprendizado, fonte de inspiração, uma bússola para orientar gestores e líderes para a rota da prosperidade.

 

Afinal de contas, números financeiros, assim como o dinheiro, são meios e não fim.




Marcelo Simões Souza


 






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