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Do passado, aprendizado. Para o futuro, construção.

Este Incrementando foi criado como um meio para vivermos nosso propósito:

HUMANIZAR OS NÚMEROS PARA PROSPERAR EM UMA NOVA ECONOMIA.


No meu aniversário, que foi no último mês de junho, em uma das primeiras ligações que recebi naquele dia, um amigo me disse: “...ao passado, gratidão, e ao futuro, confiança...”. A frase mexeu muito comigo, fez tanto sentido para mim, refleti tanto sobre ela, que acabei fazendo uma conexão com o mundo dos negócios, ou melhor, com a gestão, consciência e cultura de resultados.

 

Eu já devo ter participado de aproximadamente umas três mil reuniões de resultados nesses mais de 28 anos que tenho nessa jornada em consultoria financeira, e na maioria delas o que presenciei foi um desperdício de oportunidades para aprender com as histórias que os números estavam contando. Ninguém muda o que aconteceu no passado, os números só mostram qual foi a consequência do que foi realizado, e a única coisa que podemos fazer é interpretá-los e aproveitar as oportunidades de aprendizado.

Nesse momento, vale sempre lembrar o que foi dito por Albert Einstein: "...insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes..."

Ou seja, devemos olhar para o passado, observar, investigar e, aprender, como cada ação, e de que forma, impactaram nos resultados. Só para isso é que serve o passado: aprendizado. E, um detalhe importante, não significa que o que deu certo no passado, vai continuar dando certo; assim também como não necessariamente o que deu errado, continuará dando errado no futuro.

 

É muito comum reuniões de resultados se transformarem em encontros de “caça às bruxas”, ou seja, ficam todos procurando quem foi o “culpado”. A questão é que a procura do “quem” não ajuda em nada. Ao contrário, porque logicamente que isso estimula o instinto de sobrevivência, o cérebro réptil, e as pessoas ou se defendem ou ficam acusando uns aos outros. O que de fato contribui com o incremento dos resultados é o aprendizado dos “quês” e “porquês”. Não há outra forma de melhorar os resultados, a não ser compreendendo como, e de que forma, cada ação impactou no lucro e no caixa da empresa.

 

Assim como não mudamos o passado, também não há como definir o futuro, a única opção é construí-lo. Pois, resultados melhores dependem de ações melhores. No entanto, é impossível ter certeza do que vai acontecer amanhã. Sim, temos informações, podemos identificar tendencias, mas não há como ter certezas. Não temos controle sobre os fatores externos, somente sobre como reagimos ao que acontece. Aliás, nesse contexto, gosto muito da frase de um filósofo Heráclito de Éfeso: “...nenhum homem pode banhar-se duas vezes no mesmo rio… pois na segunda vez o rio já não é o mesmo, nem tão pouco o homem!…” Eu, acrescento: nem tão pouco o mundo.

 

Daqui a pouco é o momento que as empresas começam a pensar no futuro de maneira estruturada, os famosos trabalhos de planejamento, ou preparamento, como prefiro denominar. É fundamental ter em mente que não há como prever o que acontecerá. Pois, quem será que no final de 2021 tinha total convicção que em 2022 haveria uma guerra na Europa, que o combustível chegaria perto de R$ 7,00 etc. Diante disto, o importante é se preparar para a construção do futuro desejado, apesar de todas as incertezas econômicas, politicas etc.

 

Portanto, do passado só conseguimos levar aprendizados de como podemos construir um futuro com os resultados necessários para prosperar, e desenvolver uma economia ética e humana.




Marcelo Simões Souza


 



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