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Hibernação financeira.


Este Incrementando foi criado como um meio para vivermos nosso propósito:

HUMANIZAR OS NÚMEROS PARA PROSPERAR EM UMA NOVA ECONOMIA.


Será que a economia vai parar? Será que toda a população brasileira vai parar de comprar? Lógico que não. Aliás, nem mesmo durante a pandemia isso ocorreu. Já por outro lado, por que será que algumas empresas têm lucro e formam caixa, e outras não? E estou me referindo a negócios no mesmo ramo de atividade. Isso acontece porque, independente do momento, o resultado não cairá do céu. Os clientes não vão “transferir o dinheiro dos bolsos deles para o seu negócio, somente por causa da linda cor dos seus olhos”. É fundamental que eles percebam que sua empresa está fazendo diferença na vida deles. Enfim, o resultado não vem do nada, é necessário pavimentar o caminho, é preciso ir até ele. Tom Peters ilustra bem isso no seu livro “Humanismo Extremo” com uma frase de Paul Ormerod sobre o questionamento de aspirantes a empreendedores: “Como construo um pequeno negócio? A resposta parece óbvia: compre um bem grande e espere”. Ou seja, não faça nada que sua empresa só irá encolher.

 

No entanto, a questão crucial aqui é que, em momentos de desaceleração econômica, muitos empresários adotam o comportamento urso, ou seja, praticam uma hibernação financeira. Segundo o Wikipédia, “...hibernação é um estado de atividade mínima...funciona para conservar energia quando não há comida suficiente disponível...”. Esta analogia se aplica diretamente a alguns negócios, onde investimentos e programas de treinamentos são suspensos, a redução de despesa e os famosos “cortes” viram os assuntos predominantes nas reuniões. Estas, que por sinal tendem a acontecer com menos frequência, já que com equipes reduzidas, não há tempo para nada, a não ser manter a operação funcionando.

 

Um paradoxo. Pois, essa hibernação financeira é totalmente contrária à fórmula do que funciona para gerar resultados. Explico. Apesar do fato de que, segundo o Serasa, as recuperações judiciais terem aumentado significativamente, o PIB do Brasil vem crescendo, e conforme as informações do IBGE, concluímos a ano de 2022 com R$ 9,9 trilhões, e a expectativa para 2023 é de um crescimento de 2,9% (mais R$ 287 bilhões). O desemprego atingiu o menor índice desde fevereiro de 2015, 7,8%. E, além disso tudo, segundo o site www.gov.br, de janeiro a julho temos um saldo positivo 1.064.683 entre empresas abertas e fechadas.

Ou seja, o consumo não cessou, ao contrário, cresceu um pouco. Mas, o ponto é que as crises como a que enfrentamos com a pandemia, deixam os clientes ainda mais exigentes. Portanto, nossas empresas precisam ser ainda mais excelentes, para que eles nos escolham.

É importante destacar que alcançar a excelência envolve a entrega de produtos, atendimento e serviços de qualidade excepcional. o que exige muito treinamento. Essa excelência requer um investimento significativo em treinamento, uma vez que são os colaboradores os protagonistas na prestação de serviços, na produção e no atendimento ao cliente. Para que eles desempenhem essas funções com excelência, é necessário proporcionar oportunidades de aprendizado e desenvolvimento. Além disso, pode ser necessário realizar investimentos em melhorias de processos, maquinários etc.


Em resumo, em tempos como os atuais, uma empresa não pode se dar ao luxo de entrar em uma hibernação financeira se deseja obter uma fatia dos resultados disponíveis nos quase R$ 10 trilhões do PIB do nosso pais. Já que os números do paragrafo anterior mostram que a economia continua em movimento, mas por outro lado, também aumentou a oferta, afinal de contas são 1 milhão a mais de empresas.



Marcelo Simões Souza


 




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