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Números devem ser simples, contar história e promover a compreensão.

Atualizado: 4 de jul.

Este Incrementando foi criado como um meio para vivermos nosso propósito:

HUMANIZAR OS NÚMEROS PARA PROSPERAR EM UMA NOVA ECONOMIA.



Toda vez que o assunto é a respeito de números, a maioria das pessoas “torce o nariz”. Pois, eles por si só são muito ásperos, duros, “sem graça”. Exceto para o povo da área financeira, ou um ou outro indivíduo que gosta, via de regra esse tema não tem nenhum atrativo para a maioria das pessoas. No entanto, precisamos deles para quase tudo na nossa vida. Temos que acompanhar os números da nossa saúde física, necessitamos deles para dirigir um carro, pilotar um avião, saber em que posição o nosso time está no campeonato e, especialmente (por causa do objetivo do INCREMENTANDO), compreender se nossas empresas estão gerando riqueza econômica e encontraram a rota da prosperidade. Como disse o alemão Friedrich List: “...as causas da riqueza são totalmente diferentes da riqueza em si...o poder de produzir riqueza é, portanto, infinitamente mais importante que a riqueza em si...”. Nós já sabemos que a gestão dos relacionamentos com clientes e colaboradores são as causas dos resultados. E, os indicadores econômicos e financeiros são essenciais para aprendermos o que e como dessa gestão está produzindo riqueza nos nossos negócios.

 

Pois bem, existem dois fatores que são os principais responsáveis por essa certa aversão que os números causam nas pessoas. O primeiro deles, que até já escrevi algumas vezes em outras edições desse boletim, é o quanto nós financistas dificultamos a vida daqueles que não tem tanta familiaridade com os números. Para dar um exemplo do quanto complicamos as coisas, existem no mínimo três definições para o indicador econômico mais importante em uma empresa. Há o tal do EBITDA, que por sinal é o que menos gosto, pois é uma sigla em outro idioma, em inglês para Earning Before Interests, Taxes, Depreciation and Amortization, traduzido para o português, Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização. O qual também é conhecido pela contabilidade como LAJIDA. E, que por sua vez, muitos o definem como Lucro Operacional. Para que tudo isso? Este último, na minha opinião, é o mais fácil para que todos entendam que tal índice mostra as conquistas e os ganhos em um negócio obtidos a partir da operação de adquirir, processar e entregar.

O outro fator que afasta as pessoas dos números é a dificuldade que temos em fazer com que eles contem história. 

É comprovado que temos uma maior facilidade em assimilar e memorizar histórias bem contadas. Por que será que a maioria de nós lembra do Sítio do Pica-Pau Amarelo escrito por Monteiro Lobato? Tem um enredo. Há começo, meio e fim. Prende a nossa atenção. Por outro lado, nós financistas temos uma grande dificuldade de fazermos o mesmo com os números. Normalmente apresentamos vários indicadores, sem uma lógica, e de uma forma que mais confunde do que ajuda. Não conseguimos criar um enredo com os números. Temos que nos transformar em especialistas em contar as histórias do lucro e do caixa.

 

É verdade que ninguém muda o que aconteceu. É fato também que nada garante que aquilo que foi responsável em gerar resultados no passado, trará resultados no futuro. Mas, a história ensina. Parafraseando o ilustríssimo Karl Marx: “...os resultados não podem ser transformados se não forem compreendidos...”. Então, por causa disso, é que nós que traduzimos as empresas em números, temos a responsabilidade de promover a compreensão e não simplesmente fazer uma apresentação. Simplificar e contar histórias com os números tendem a contribuir muito com esse objetivo.




Marcelo Simões Souza


 






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