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O que gestores precisam cuidar, para não faltar caixa.

Este Incrementando foi criado como um meio para vivermos nosso propósito:

HUMANIZAR OS NÚMEROS PARA PROSPERAR EM UMA NOVA ECONOMIA.


Muitas empresas vêm enfrentando grandes dificuldades na gestão do seu principal recurso financeiro: o caixa. Por que principal? Porque é preciso ter dinheiro disponível para pagar fornecedores, salários, impostos, aluguéis etc. Pois, não é possível pagar essas contas com contas a receber e nem com os itens que estão em estoques. Em outras palavras, preciso de “dinheiro no banco” para pagar as contas quando elas vencem.


Quando o caixa é insuficiente, surge uma despesa extra, os juros, que não contribuem em nada com a operação, mas se torna necessário por causa dessa falta de dinheiro. Mas, é ainda pior se a empresa não tiver acesso a fontes de financiamento, em casos extremos, pode chegar à falência. Por isso aquela velha frase que já até foi tema de uma outra edição deste INCREMENTANDO: “faturamento é vaidade, lucro é uma promessa, o que importa mesmo, é dinheiro no caixa”. 

Por que a dificuldade para administrar caixa? O principal, é a falta de atenção e/ou desconhecimento de que a operação só forma caixa quando o lucro é maior que a variação da necessidade de capital de giro (NCG).

O lucro só ocorre quando o faturamento supera as despesas, e o caixa é gerado quando os recebimentos acontecem antes dos pagamentos. É importante entender que faturamentos, compras e despesas não são recebidos e pagos à vista, e é impossível operar com estoque zero ou Just in Time. O famigerado capital de giro (CDG) representa os recursos financeiros que “giram” entre estoques, fornecedores, contas a receber e caixa. O dinheiro sai do caixa para efetuar os pagamentos, passa algum tempo “parado” sob a forma de materiais (mercadorias e/ou insumos) depois fica no contas a receber, para em seguida retornar ao caixa.

 

Quando o negócio consegue proporcionar experiencias memoráveis e fazer a diferença na vida do cliente, mais dinheiro volta para o caixa do que o que saiu, são nesses retornos que o lucro se transforma em caixa. No entanto, se “esses tempos” que o capital fica “parado” não forem bem gerenciados, a empresa pode ter sérios problemas financeiros. Portanto, o mesmo que acabei de escrever sobre o que interfere no lucro, experiencias e diferenciais, também precisa ter relevância nas definições de prazos com clientes e fornecedores, buscando receber o mais rápido possível e pagar o mais tarde possível. E, os processos devem ser bem estruturados e claros para minimizar o tempo que os itens ficam nos estoques.

 

Um crescimento mal gerenciado acelerado além dos limites da empresa, pode prejudicar significativamente o caixa. Embora o lucro aumente, a NCG também cresce. Se essa necessidade aumentar mais que o lucro, o caixa será corroído até se tornar insustentável. Portanto, é fundamental que as empresas estabeleçam desafios e projetem tanto o lucro quanto as variações da necessidade de capital de giro.


Outro fator que afeta negativamente o caixa, é o planejamento inadequado das expansões: investimentos mal dimensionados e prazos incorretos. É muito comum que a emoção prevaleça, levando a um otimismo exagerado e à subestimação dos gastos e dos prazos para obter ganhos. Por isso é essencial realizar estudos de viabilidade com projeções dos valores e dos prazos envolvidos.

 

Deseja ter uma empresa com saúde financeira? Quer reduzir as chances de surpresas com a falta de caixa? Então comece a monitorar a NCG, projetar o lucro e a variação da necessidade de capital de giro, e realizar estudos de viabilidade antes de iniciar os investimentos.



Marcelo Simões Souza


 



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