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Carnaval acabou, o ano começou, será que algo mudou?

Este Incrementando foi criado como um meio para vivermos nosso propósito:

HUMANIZAR OS NÚMEROS PARA PROSPERAR EM UMA NOVA ECONOMIA.


Nesse ano de 2023 eu vou completar (em junho) 55 anos de vida, 29 anos de consultoria empresarial e 19 anos que criei a Incremental. Nasci em 1968, quando o militarismo estava completando 4 anos, e que só foi acabar no mesmo ano que terminei o ensino médio (colegial na época). Ingressei no mercado de trabalho quando o Collor nos deixou somente 50 mil cruzados novos nas nossas contas, o equivalente a aproximadamente R$ 5 mil nos dias de hoje. Com toda essa história, o que quero, é provocar uma reflexão: quando a economia brasileira teve tranquilidade?

 

Em toda essa minha experiência como consultor, ou melhor, desde que comecei a entender o mundo dos negócios, consegui identificar algumas características que são comuns para muitos empresários. Porém, tem uma delas que está muito em evidência nos dias de hoje, em decorrência dessa recente troca de governo: relacionar as dificuldades em troca de governo nos seus negócios ao que normalmente recebe o nome de “crise”. Então, diante desse cenário, como seria possível uma empresa sobreviver no nosso país?

 

Segundo o Wikipedia, as crises ocorrem no Brasil desde 1822, quando nos tornamos um país independente, aliás, a qual foi batizada como “Crise da Independência”. E, de lá para cá, foram várias, e na história mais recente, vieram os planos econômicos que, na maior parte das vezes, causaram grandes estragos na economia. Tivemos 7 trocas de moedas entre 1942 e 1994 (início do Real). Já tivemos 80% de inflação em único mês, e assim por diante. Sem esquecer de mencionar a pandemia.

 

Diante disso, por que será que temos empresas de 50, 60, 70 e até mais anos? Por que será que temos mais de dezoito milhões de negócios no Brasil? Em 2022, houve um acréscimo de mais 2,2 milhões de novas empresas (saldo entre abertas e fechadas). Sorte? Privilégios? Não acredito nisto, até porque quase 99% das empresas brasileiras são de portes médios e pequenos, ou seja, aquelas que mal tem acesso a crédito barato, quanto mais regalias.

Esse começo de 2023 iniciou bem “devagar”. E, por quê? Começou com as empresas muito reticentes por causa dessa questão política. O que tenho escutado por aí: “...a vida continua, mas vamos aguardar para ver o que acontece, e enquanto isto, enxugar tudo que for possível, e até o impossível, e sem investimentos...”.

Nenhuma novidade. Aí, como diz o dito popular: “...no Brasil, o ano só começa depois do Carnaval”. Mas, será que algo mudou? Vai acontecer algo de diferente agora que “o ano começou”? Tenho dúvidas, pois os sentimentos, percepções e ações são as mesmas de sempre.

 

Eu como economista de formação, nunca diria que não devemos estar atentos ao que está acontecendo com a economia. No entanto, como descrevi acima, somos empresários que na maior parte da história, estivemos enfrentando turbulências econômicas, e apesar disso muitos negócios prosperaram. E, por quê? Porque foram capazes de se aproximar dos clientes e entender as mudanças das suas prioridades. Essas empresas, ajustaram seus produtos e serviços para essa nova realidade. Conseguiram identificar novas oportunidades com essa nova realidade.

 

Agora é muito importante ressaltar que, esses empresários não realizam esses feitos, em atos heroicos ou de maneira tresloucadas. Ninguém prospera assim. É essencial estudar, analisar, avaliar, projetar, experimentar, ajustar, e avaliar de novo.

 

Enfim, como não acredito que deseja fechar o seu negócio, então o que escrevi acima é a única opção. Não vale a pena ficar só pensando e conversando sobre a “crise”. O Carnaval já acabou, agora não tem mais desculpa. Sempre existem oportunidades, mas em momentos de “crise” é necessário mais empenho, excelência, e como escrevi a edição anterior, coragem.



Marcelo Simões Souza


 




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