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Cultura precisa de rituais, inclusive a de Resultados.

Este Incrementando foi criado como um meio para vivermos nosso propósito:

HUMANIZAR OS NÚMEROS PARA PROSPERAR EM UMA NOVA ECONOMIA.


Eu fui criado em uma família orientada pelos princípios da religião católica, mas tinha uma indignação com um dos principais rituais: a missa. Em uma oportunidade, conversando com um padre, perguntei para ele por que, exceto a homilia (momento em que o sacerdote fala de forma abrangente sobre como viver a Palavra de Deus, segundo a perspectiva católica), essas celebrações eram sempre a mesma coisa: “...senta, levanta, Cordeiro de Deus, Pai Nosso etc....”. A resposta dele foi sensacional: “...para ver se você aprende alguma coisa...”.


Fiquei um tempo processando, mas adorei. Pois, finalmente compreendi o papel dos rituais no desenvolvimento de uma cultura. Nem tudo aprendemos de uma só vez, até porque tem alguns ensinamentos que só vão ser incorporados quando for a hora certa, quando estivermos vivenciando uma situação em que faça sentido. Um outro ponto é que os rituais também têm o objetivo de nos manter no eixo da cultura e da filosofia. E, como sempre digo, cultura precisa ser cultivada, e os rituais têm esse propósito.


Eu tenho escrito e dito insistentemente que, se quiser simplesmente corrigir uma rota e melhorar os resultados no curto prazo, são necessários somente alguns números (normalmente, faturamento e despesas) e um, dois ou três encontros com a equipe. No entanto, se o objetivo é incrementar lucro e caixa de forma constante, mantê-los na rota da prosperidade, é essencial que a empresa cultive a Cultura de Resultados. E, como escrevi acima, os rituais de resultados são imprescindíveis.


E, o que são rituais de resultados? São aqueles momentos para parar, olhar a empresa através dos números, aprender e expandir a Consciência de Resultados, através da compreensão do que está e o que não está gerando lucro e caixa, tomar decisões para fomentar as boas ações, corrigir algumas outras, definir algumas novas frentes e eliminar o que não vem dando certo. Em outras palavras, são as famosas reuniões de resultados. Eu grifei algumas palavras porque, se no mínimo uma dessas ações não acontecerem, esses encontros estão sendo perda de tempo.

Aprendizado só acontece quando somos capazes de entender e correlacionar o que estamos fazendo com as consequências no lucro e no caixa. E, para isto, é preciso que os indicadores estejam na linguagem dos vivos. 

Financeiros e contadores, geralmente, não estão vendendo, produzindo, comprando, entregando produtos e serviços etc. Estas pessoas, que costumamos brincar que são “aquelas que fazem”, possuem com toda certeza, uma gigantesca participação nos resultados de um negócio. Os números econômicos e financeiros precisam ser para eles. Nós financeiros, e também os contadores,  temos que ser capazes de olhar e interpretar os números de qualquer forma que  forem organizados, pois é a nossa especialidade técnica. Eles não têm essa obrigação.


Nem muito, nem pouco, só necessitamos dos Números Fundamentais para aprender, expandir a consciência e tomar decisões. Muitos indicadores fazem com que as pessoas se percam, não sabem para onde olhar, para qual índice devem dar atenção. Pouquíssimos, não permite visualizar todas as dimensões da empresa. Em um carro não precisa ter a mesma quantidade de indicadores de um avião, e por outro lado não dá para dirigir somente com o velocímetro.


Expansão de consciência, tomada de decisões, e principalmente as ações, só acontecem quando as pessoas “que fazem” são envolvidas e a elas são apresentados índices que tenham significado para elas, e que tenham algum poder de interferência.


Resultados prósperos dependem de Cultura de Resultados, que por sua vez dependem de rituais onde acontecem aprendizados, expansão de consciência e tomada de decisões.



Marcelo Simões Souza


 



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