Gestão e decisão são suas responsabilidades, mas a operação não precisa ser.

HUMANIZAR OS NÚMEROS PARA PROSPERAR EM UMA NOVA ECONOMIA.
Alguns meses se passaram desde a reunião em que cada líder da INCREMENTO contou o que havia feito para incrementar o lucro e reduzir a Necessidade de Capital de Giro. Os resultados apareceram, as vendas dos produtos Esperança cresceram e o ciclo financeiro encolheu. Junto com eles, porém, veio um efeito que ninguém havia previsto: o volume de operações da tesouraria aumentou bastante. Mais clientes, mais notas, mais recebimentos, mais conciliações. E o fechamento, que vinha caindo para o quinto dia útil, voltou a escorregar.
Numa tarde de quarta, o Sr. E passou pela sala e encontrou o Mr. D cercado de relatórios, com a expressão cansada de quem havia virado a noite.
- Sr. E, preocupado, comenta: Denarius, faz uns três meses que percebo você assim. A resenha da última reunião chegou atrasada, e não foi a primeira vez. O que está acontecendo?
- Mr. D respira e desabafa: Sr. E, a operação cresceu junto com a empresa. Eu e minha equipe estamos dando conta dos pagamentos, dos recebimentos, dos registros e das baixas, mas as conciliações, que que garantem a qualidade dos números, estão ficando para o fim da fila. Semana passada uma analista saiu férias, e eu praticamente parei a análise para tapar o buraco na rotina.
- Sr. E, pensativo: Quer dizer que, para manter a operação girando, você deixa de fazer justamente aquilo que te tornou o nosso Guardião dos Resultados?
- Mr. D, com um fio de frustração: É exatamente isso. Passo o dia operando a tesouraria e sobra pouco para o que de fato move a INCREMENTO: apoiar a consultoria na interpretação dos indicadores e ajudar vocês nas decisões.
No dia seguinte, os dois procuraram os consultores da INCREMENTAL. Estes ouviram a situação e trouxeram uma proposta que, de início, deixou o Mr. D desconfortável.
- O consultor apresenta a ideia: A operação de tesouraria pode ser assumida pelo BPO financeiro da INCREMENTAL. Uma estrutura especializada assume as rotinas de pagar, receber, registrar, dar baixa e, principalmente, conciliar, com processo padronizado e todos os dias. Você, Mr. D, continua no comando. A empresa aprova, nós executamos. E o mais importante: a continuidade do seu financeiro deixa de depender de uma pessoa, eliminando o risco de a operação parar por causa de férias ou de uma ausência inesperada.
- Mr. D reage, um pouco na defensiva: Confesso que não gostei. Eu fui contratado para cuidar da tesouraria. Terceirizar isso não seria admitir que não estou dando conta? E como eu fico nessa história?
- Sr. E intervém com calma: Denarius, lembra o que eu disse quando você chegou? Eu procurava alguém especialista em lidar com recursos financeiros, não em indicadores. São competências distintas. Só que, de lá para cá, você se tornou o Guardião dos Resultados. Operar a rotina e conduzir a gestão dos Números passaram a ser dois trabalhos, e nenhum dos dois pode ficar pela metade. Lembra, a própria consultoria sempre disse que precisávamos de alguém aqui dentro para ser parceiro deles no desenvolvimento da Cultura de Resultados.
- O consultor complementa: E aqui está o ponto mais importante. A matéria-prima dos Números Fundamentais é a informação. Se os registros, as baixas e as conciliações não acontecem no prazo e com padrão, os indicadores chegam atrasados e menos confiáveis. Lembram quando a qualidade da informação saiu de 65% para 75%? Foi trabalho de conciliação. Com uma operação especializada cuidando disso todos os dias, essa confiabilidade sobe de novo. E ainda há a segregação de funções: quem opera não é quem aprova, o que reduz erros e previne problemas.
O Mr. D ficou em silêncio, anotando. Aos poucos, o incômodo deu lugar à curiosidade.
- Mr. D começa a se abrir: Então eu não perco o controle, eu ganho tempo e qualidade. A operação sai das minhas mãos, mas a governança continua comigo. Sou eu quem define as políticas, aprova os pagamentos e olha as exceções.
- O consultor confirma: É isso mesmo. O fechamento passa a ter data certa, porque não depende de sobrar espaço na sua agenda. A reunião de resultados volta para o início do mês.
- Sr. E, animado, arremata: E o melhor de tudo, você deixa de ser refém da rotina e fica inteiro para o que realmente move a INCREMENTO: ser o nosso parceiro da consultoria no desenvolvimento da Cultura de Resultados, traduzir os números e alfabetizar financeiramente as equipes. A operação nós entregamos a quem é especialista nela. Você, eu faço questão de manter, porque o Guardião dos Resultados não se terceiriza.
O Mr. D sorriu, aliviado. Combinaram um período de transição, com os processos sendo mapeados e transferidos aos poucos, sem solavancos, para que nenhum pagamento ou recebimento ficasse desamparado.
A informação é a matéria-prima dos Números Fundamentais, e os Números Fundamentais são os pilares do processo decisório. Quando a operação que gera essa informação acontece sem padrão, no improviso e refém de uma só pessoa, todo o edifício da decisão fica apoiado sobre areia. Entregar a operação da tesouraria a um BPO financeiro mantém o comando das finanças dentro de casa e coloca a rotina nas mãos de quem é especialista em executá-la com disciplina.
Na INCREMENTO, o Mr. D permaneceu exatamente onde sempre deveria estar, à frente dos resultados. O que mudou foi o peso que ele carregava sozinho. E, como logo veremos, a qualidade dos números na reunião seguinte surpreendeu até quem já esperava por ela.
Marcelo Simões Souza




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