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Resultados = f(tempo para conversar e treinar).

Este Incrementando foi criado como um meio para vivermos nosso propósito:

HUMANIZAR OS NÚMEROS PARA PROSPERAR EM UMA NOVA ECONOMIA.


Não tenho tempo! Reunião? Não dá tempo para isso. Aqui não temos tempo para conversar, pois a correria é muito grande. Reunião de resultados, para que? Nós já conhecemos os números, estão nos relatórios. Está bem, já que tem que fazer a tal análise dos resultados, então que seja o mais rápido possível. Hoje talvez o tempo seja um dos recursos mais escassos para as pessoas. Pelo menos é o que muitos empresários pensam e dizem.

 

Por outro lado, como já estamos cansados de saber, e eu de escrever nos INCREMENTANDOS, a única certeza que temos é que o cliente não é fiel, ele está fiel, porque no momento estamos conseguindo proporcionar as experiências que são exatamente aquelas que o surpreende. Agora, amanhã, como os desejos dele mudam sempre, não há nenhuma garantia de que essas experiências continuarão fazendo com que ele prefira a nossa empresa.

Diante disto surge um paradoxo. Para continuar obtendo e/ou incrementar resultados, precisamos inovar, o que exige uma compreensão dessas constantes mudanças nos desejos, anseios e necessidades dos clientes. 

Como fazer isso sem ouvir o cliente? Portanto, é necessário dedicar tempo para conversar com o cliente. E, por acaso somos super-homens e vamos conversar com todos os clientes? Será que outras pessoas da equipe não são capazes de perceber algumas coisas que provavelmente não conseguimos? Ou não podem ter outros pontos de vista que podem aprimorar nossa percepção? Mais um tempo, se quisermos obter resultados, que temos que ter para compartilhar (conversar) esses pontos de vistas, e desenvolvermos a Percepção Correta para atingirmos a (inov)Ação Correta, assim como já nos ensinou a Metanóia.

 

Também tenho persistentemente escrito que negócios precisam de recursos financeiros para prosperarem e financiarem seus propósitos. Os números indicam se os resultados estão ou não acontecendo, mas não explicam os porquês. Estes por sinal, são interpretativos. Então, é exatamente para isso que servem as reuniões de resultados, um tempo que dedicamos para aprender (conversar) com a equipe a partir da análise e interpretação dos Números Fundamentais (lucro, margem de contribuição, margem de cobertura, ponto de equilíbrio, necessidade de capital de giro, ciclo financeiro e tamanho ótimo). Momento para decidir onde colocar e de onde tirar energia.

 

Outro ponto que eu também venho escrevendo com insistência, é que as empresas precisam mais do que possuir ferramentas para análises econômicos e financeiras, mais do que ter a capacidade de interpretá-los, é necessário desenvolver uma cultura de resultados. Precisa estar impregnado nas pessoas pensamentos e atitudes voltadas a resultados. E, quanto mais se aperfeiçoa a habilidade de correlacionar ações com resultados, mais se desenvolvem esses pensamentos e atitudes. Portanto, assim como acontece nos esportes, que temos que treinar nosso corpo para nos aprimorarmos, também é preciso treinar nossos cérebros e mentes para os resultados. “A maioria das escolhas que fazemos a cada dia pode parecer frutos de decisões tomadas com bastante consideração, porém não é. Elas são hábitos” é o que Charles Duhigg escreveu em “O poder do hábito”. Portanto, baseado no que ele disse, podemos treinar para termos hábitos de resultados.

 

Por fim, qualquer cultura para ser desenvolvida necessita de (tempo para) rituais. Assim, resultados são uma função do tempo dedicado para conversar sobre eles e treiná-los. 




Marcelo Simões Souza


 





 

 


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