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Resultados – precisa alfabetizar, conscientizar e criar cultura.

Este Incrementando foi criado como um meio para vivermos nosso propósito:

HUMANIZAR OS NÚMEROS PARA PROSPERAR EM UMA NOVA ECONOMIA.


“Nós possuímos uma série de indicadores econômicos, vários relatórios financeiros, mas sinto que isso não vem fazendo nenhum efeito nos resultados.” Um empresário comenta com um outro, o qual responde: “pois é, na minha empresa há reuniões periódicas para falar de resultados, onde analisamos o faturamento e as despesas do mês. Porém, também não vejo nenhuma evolução.” Um terceiro que participava da conversa diz: “já lá no meu negócio, o que fazemos é reunir o pessoal de vez em quando, sem uma periodicidade definida, para falar sobre as necessidades de resultados de uma empresa, e nada acontece.” E, os três falam ao mesmo tempo: “o que estamos fazendo de errado?”.

 

O primeiro passo é uma alfabetização dos números fundamentais para a equipe. Como eu já escrevi algumas vezes, a inexistência de indicadores é ruim, assim como uma infinidade deles também. Então, o que as empresas precisam, é apurar o essencial para cuidar dos resultados: lucro, ponto de equilíbrio, margem de contribuição, margem de cobertura, necessidade de capital de giro, ciclo financeiro e formação de caixa. Para os principais gestores, nada menos e nem mais do que isso. Lógico que com as devidas personalizações. Em alguns negócios é importante a margem por clientes, em outros, por produtos e serviços, e assim por diante. No entanto, nada disso adianta se a liderança não entender o que indica cada um desses números fundamentais. Precisam ser alfabetizados para compreender o significado desses indicadores, e quais conjuntos de ações se correlacionam com cada número. Pois, só assim terão capacidade de “apertar os botões” corretos para aprimorar o desempenho econômico e financeiro da empresa. Afinal de contas, uma das maiores responsabilidades de um gestor é a qualidade da sua decisão.

Através da alfabetização a equipe começa a entender o que faz e não faz resultados.

Mas, isto por si só não gera significado, ou melhor, contribui com os quês, mas não com os porquês. E, sem um sentido, fica mais difícil com que as equipes se comprometam verdadeiramente com a busca do lucro e do caixa necessários para financiar e possibilitar viver o propósito. Então, o segundo passo é desenvolver a consciência de resultados das pessoas. Todos precisam entender que para prosperar, uma empresa precisa investir, formar capital de giro, reservar (para imprevistos e oportunidades), e lógico, retribuir, para sócios, colaboradores, comunidade etc. Essa conscientização desenvolve o desejo e a vontade de inovar para incrementar resultados.

 

Muito bom tudo isso até aqui. Porém, deve estar surgindo um questionamento: como garantir com o que a alfabetização e a conscientização não sejam simplesmente iniciativas eventuais? Mas, que se transformem em algo institucional? Tornem-se perene? Passe a fazer parte da cultura da empresa? A resposta para estas perguntas é a criação dos rituais de resultados. Momentos que as pessoas possam se reunir para refletir e aprender sobre como cada realização afeta lucro e caixa. John Doerr no seu livro AVALIE O QUE IMPORTA escreveu que: um estudo da Harvard Business Review constatou que aprender “a partir da experiência direta pode ser mais eficaz se associado à reflexão, ou seja, à tentativa intencional de sintetizar, abstrair e articular as principais lições ensinadas pela experiência”, e também escreveu que o filósofo e educador John Dewey disse que: “não aprendemos com a experiência...aprendemos refletindo sobre a experiência.” Os rituais criam uma cultura de analisar, falar, debater sobre resultados.




Marcelo Simões Souza


 





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